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Equipe formada 100% por profissionais de MS realizou 4º procedimento com polilaminina em Campo Grande

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O quarto paciente de Mato Grosso do Sul a receber tratamento com polilaminina — medicamento experimental que ajuda na recuperação de lesões medulares — passou por procedimento cirúrgico nesta quinta-feira (25) com equipe 100% formada por profissionais de Campo Grande. A equipe, constituída pelos neurocirurgiões Wolnei Marques Zeviani e Antônio Martins, é a primeira do Estado a receber treinamento fora do Rio de Janeiro e autorizada a realizar o procedimento.

A cirurgia foi realizada na manhã de hoje, no paciente Dhiego Paredes Teixeira, vítima de uma lesão causada por arma de fogo, que atingiu a coluna na altura da décima vértebra torácica (T10), em dezembro de 2025. Devido ao ferimento, Dhiego perdeu os movimentos e a sensibilidade dos membros inferiores, afetando até mesmo sua capacidade de realizar as necessidades fisiológicas.

O paciente entrou com o pedido judicial para o uso compassivo da polilaminina há cerca de um mês e expressa estar contente por ter consegui a autorização. “Me sinto muito grato a Deus, primeiramente, e bastante ansioso e esperançoso para que de tudo certo”, relata Dhiego, que agora vai se dedicar à fisioterapia.

Equipe 100% de Campo Grande

Conforme explica o neurocirurgião Wolnei Marques Zeviani, há dois dias, a equipe do Rio de Janeiro esteve em Campo Grande para realizar o treinamento que possibilita que a equipe, formada por profissionais da Capital sul-mato-grossenses, realizem a infusão da polilamimina nos pacientes sem a necessidade da equipe do Rio de Janeiro.

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“Fico muito feliz em comunicar que a partir de agora os casos no estado, em caráter experimental, serão feitos pela equipe de Campo Grande, que já foi treinada e certificada para realizar esses tratamentos. Manteremos, obviamente, uma linha de informação direta com a equipe do Rio de Janeiro. Esses pacientes ainda serão mantidos nos estudos da equipe da UFRJ, e nós, médicos, nos manteremos subordinados a eles. Então eles que decidirão como será feito, passará todas as informações, para nós executarmos o tratamento aqui”, explica Wolnei.

O procedimento foi realizado sob a supervisão do neurocirurgião do Proncor, hospital onde foi realizado o procedimento, Bruno Alexandre da Silva, que celebra a atuação da equipe de profissionais locais. “[Essa realização] reforça a capacidade técnica dos nossos profissionais, o preparo assistencial e a estrutura que o hospital vem consolidando para conduzir esse tipo de cuidado. Nosso compromisso é garantir que cada etapa aconteça com segurança, responsabilidade e acompanhamento adequado.”

Mãe do paciente ao lado dos médicos cirurgiões Wolnei, à esquerda, e Antônio, à direita. (Foto: Reprodução)

Procedimentos em MS

Dois moradores de Mato Grosso do Sul também passaram por cirurgia de tratamento com polilaminina — medicamento experimental que ajuda na recuperação de lesões medulares — nesta segunda-feira (23), em Campo Grande. Os pacientes são a aposentada Maria José Gonçalves, de 64 anos, e Daniel Aparecido Costa dos Santos, de 32 anos.

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Já a primeira cirurgia com polilaminina feita em Mato Grosso do Sul foi realizada no dia 21 de janeiro, com o jovem militar Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, que ficou tetraplégico após um disparo acidental de arma de fogo em outubro de 2025. O episódio resultou em uma grave lesão medular cervical, levando ao quadro de tetraplegia. A cirurgia foi realizada no Hospital Militar de Campo Grande, e teve duração de aproximadamente 40 minutos.

Conforme o neurocirurgião Wolnei Marques Zeviani, o procedimento ocorre através da inserção de uma agulha fina, usada em anestesia da coluna, guiada por raio-x em tempo real, até a região da medula espinhal. Em seguida, é aplicada a medicação (polilaminina), cerca de 0,5 ml acima e 0,5 ml abaixo da área lesionada.

A cirurgia dura, em média, 30 minutos e, depois disso, o paciente geralmente recebe alta no mesmo dia. Os primeiros sinais de melhora costumam aparecer nas primeiras semanas, mas a recuperação dos movimentos pode levar meses, sem garantia de 100% da recuperação. Além disso, os pacientes devem focar em fisioterapias e outros tratamentos após o procedimento, para aumentarem as chances de recuperação.

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