A falta de energia elétrica voltou a provocar indignação entre agricultores e familiares do Assentamento Bela Manhã, na zona rural de Taquarussu.
Após mais de um mês de problemas relatados no fornecimento, moradores decidiram formalizar uma reclamação e exigir providências para garantir a regularidade de um serviço considerado essencial à sobrevivência das famílias e à economia da comunidade.
O comunicado, datado desta quarta-feira (4), é assinado pelo presidente da Associação do Assentamento Bela Manhã, Durval Bezerra Evangelista, e por outros representantes dos agricultores.
Segundo o documento, os transtornos começaram em 1º de outubro e vêm afetando não apenas o cotidiano dos moradores, mas também atividades produtivas que representam a principal fonte de sustento de diversas famílias.
Falta de energia compromete produção e renda
A pecuária leiteira, uma das principais atividades econômicas do assentamento, está entre os setores mais prejudicados.
Conforme a associação, a ausência de eletricidade provoca a paralisação de atividades ligadas à produção de leite, comprometendo o trabalho dos pequenos produtores e aumentando a preocupação com os prejuízos financeiros.
Os problemas, entretanto, não se limitam à atividade leiteira.
A comunidade também relata dificuldades no abastecimento de água, no cultivo de hortaliças, nas atividades agrícolas e na criação de pequenos animais.
Para quem depende diretamente da produção rural, as interrupções de energia representam mais do que um transtorno doméstico: colocam em risco a continuidade das atividades responsáveis pelo sustento familiar.
Quedas constantes e demora no atendimento geram revolta
Além das dificuldades enfrentadas desde outubro, os agricultores denunciam que as falhas no fornecimento de energia são recorrentes, principalmente durante períodos de chuva.
Segundo o comunicado, as interrupções se repetem e o atendimento da concessionária responsável pelo serviço nem sempre ocorre com a rapidez necessária.
A associação afirma que as reclamações dos consumidores frequentemente demoram a receber uma resposta efetiva, prolongando os transtornos enfrentados pelos moradores.
O cenário preocupa especialmente os produtores que dependem diariamente de equipamentos elétricos para manter suas atividades.
Agricultores recorrem ao Código de Defesa do Consumidor
Diante da situação, a Associação do Assentamento Bela Manhã decidiu fundamentar sua reivindicação no Código de Defesa do Consumidor, estabelecido pela Lei Federal nº 8.078/1990.
Os representantes da comunidade defendem que o fornecimento de energia elétrica deve ocorrer de maneira adequada e contínua, conforme as obrigações legais aplicáveis aos serviços essenciais.
O documento é subscrito por Durval Bezerra Evangelista, Francisco Assis da Silva, Antonio Candido de Araujo e Antonio Carlos da Rocha.
A iniciativa busca reforçar a cobrança por providências e chamar a atenção para os impactos econômicos e sociais provocados pelas constantes interrupções.
Comunidade quer solução, não apenas reparos emergenciais
A mobilização dos agricultores evidencia uma preocupação que vai além do restabelecimento pontual da eletricidade.
Os moradores reivindicam medidas capazes de garantir maior estabilidade no fornecimento, manutenção adequada da rede e agilidade no atendimento às ocorrências registradas na zona rural.
Para as famílias do Assentamento Bela Manhã, a regularidade da energia elétrica é indispensável para produzir, trabalhar e permanecer no campo com dignidade.
A comunidade aguarda providências da concessionária responsável pelo fornecimento de energia. O comunicado não apresenta previsão oficial para a solução definitiva dos problemas relatados
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